Política atual se resume a muita produção virtual e pouca execução real!

Atuação de políticos cresce a cada dia nas mais variadas plataformas da rede social para divulgação de suas ações
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Meios digitais transformaram a maneira de fazer política no País, e consequentemente, atrair eleitores - Crédito: Divulgação
Meios digitais transformaram a maneira de fazer política no País, e consequentemente, atrair eleitores - Crédito: Divulgação

Na última terça-feira (20), o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), em uma agenda pública na cidade de Rio Grande (RS), chamou a atenção ao afirmar que o presidente norte-americano Donald Trump (Republicano) espera governar o mundo, através, de uma determinada plataforma da rede social. Será que ele está correto em relação a este fenômeno que contaminou a classe política atualmente?

Mesmo tendo o entendimento de que a maneira das pessoas se comunicarem mudou, ainda é preciso tomar muitos, mas muitos cuidados com a informações difundidas em massa. A partir da descoberta deste método, políticos adotaram essa condição e em muitas das vezes distribuíram conteúdos duvidosos em busca dos tais cliques e engajamento com a sociedade, o que deu espaço para a tal “Fake News”, que no nosso idioma – o Português -, significa Notícia Falsa.

Será mesmo que todo esse esforço para alcançar engajamento, e consequentemente o voto, convencem a população? Tenho minhas dúvidas. Mas, dentro da famosa e popular política do “Pão e Circo” é possível esperar por tudo. Diante deste cenário, inúmeras perguntas começam e podem ser formuladas para questionar a credibilidade destas ações propagadas na rede social.

Alguém verifica a veracidade daquilo que recebe pelos inúmeros canais nesta ampla rede de comunicação e alcance? As plataformas apuram profundamente as informações que nelas são veiculadas? Quais são as fontes e ou base de pesquisa e apuração? Informação rápida sem que seja apurada tem credibilidade? Quem garante a veracidade do conteúdo publicado nestas plataformas? Três linhas e uma foto ou vídeo é informação?

É um novo universo em que precisamos ter cautela e responsabilidade para não promover o caos social. Contudo, me parece que este é o propósito de muitos neste atual momento da sociedade. Tudo agora é em nome da liberdade de expressão – inclusive agressão. Só que em muitos casos, o que prevalece é a covardia. Quando confrontados, eis que surge a nobre alternativa de apagar e ou excluir aquela publicação que pode trazer sérios prejuízos. Nestes casos, onde está mesmo a tal liberdade de expressão?

Além da confusão, proposital ou não, sobre o significado de liberdade de expressão, é preciso pisar em ovos sempre que houver manifestação de qualquer indivíduo com a possiblidade de assédio, agressão e oportunismo. Estamos em uma sociedade onde tudo ofende e tudo é importunação. É um meio em que existe somente direitos e nada, mas nada mesmo de direitos e respeito ao próximo.

Para qualquer ato existe uma rotulação e caso não esteja adequado para determinado grupo você acaba em processo de lacração – ação virtual utilizada para deslegitimar opiniões e discursos, que passam a ser considerados de moralistas. Onde vamos parar? Esse modelo de comportamento, no meu ponto de vista, onde todos têm direitos, nada mais é que um movimento separatista com classes separadas uma das outras, o que acaba configurando uma segregação social. E isso não está sendo percebido.

Onde entra a política? De olho no voto e muito menos nas necessidades sócias tentam alcançar os mais diversos e variados públicos, através, de conteúdos assistencialistas e discursos incompatíveis com o cargo que disputam nos processos eleitorais. Utilizam em muitos destes atos da tese de que estão falando o que o povo quer ouvir e não tem voz. E essa voz se chama rede social?

Os componentes da sociedade não contam mais com olhos para enxergar, ouvido para ouvir e boca pra falar? Valendo-se da premissa de que alguém sempre vai ganhar e ocupar as cadeiras legislativas no parlamento e a cadeira executiva, informações infundadas e sem base são difundidas em massa para que a massa possa absorver. E ela absorve de maneira bruta e acaba comprando essa ideia, que interessa a minoria, não de pobres, mas de nobres.

Isso é o que chamamos e denominamos de sistema. Quem pode contra o sistema? Acredito que ninguém. Por que ele é forte e detém o poder de decisão. Mas, o certo é que o modus operandi de se fazer política no planeta mudou. É muita ação na rede social ou no mundo virtual e pouca execução no mundo real. Todos querem aparecer e apresentam muitas políticas públicas que somente o INGLÊS É QUEM PODE VER!

Quem sou eu? – Graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Nove de Julho – UNINOVE -, Campus Vila Maria, e jornalista desde 2006, quando tive o meu primeiro conteúdo jornalístico publicado pelo portal Inove.

Também tenho passagens pelo ilustre portal Futebol Interior, onde inclusive tive a oportunidade de participar da equipe de cobertura da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, portal GuarulhosWeb, jornal Guarulhos Hoje e Rádio Bandeirantes, na condição de integrante do quadro RB News Cidades.

Além destas experiências, participei como convidados de diversos programas esportivos como da extinta TV TerraRIT EsportesNo Mundo da Bola, da TV Brasil, entre outros. Pude também atuar como assessor de imprensa de clubes e atletas de futebol, e empreender com a implantação dos portais Diário da BolaTribuna da Grande S.Paulo e Diário de Osasco.

É FATO!