A Justiça Desportiva julga nesta sexta-feira (23) a viabilidade da oposta transgênero Tifanny Abreu, que defende o Osasco Voleibol, de continuar disputando competições nacionais organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Esta audiência estava marcada, inicialmente, para acontecer na última segunda-feira (19), data da estreia da agremiação osasquense na edição desta temporada da Superliga de vôlei feminino.
Contudo, esta ação foi postergada em decorrência do pedido do clube de Osasco (SP) para a sua inclusão no processo como terceiro interessado e a juntada de documentos por parte dos advogados de defesa da atleta. Diante deste cenário, Tifanny reuniu condições para disputar as partidas contra o Praia Clube, pela final da Supercopa, e o Brasília, válida pela Superliga.
“Eu vou fazer o meu melhor dentro de quadra para que a gente possa continuar tendo a inclusão de todas as pessoas dentro do esporte”, disse a oposta Tifanny Abreu após o título da Supercopa do Brasil.
Ela foi impedida de atuar em competições nacionais em função da CBV acompanhar a política adotada pelo COI em relação à atletas transgêneros em disputas do vôlei feminino. No evento de lançamento da principal competição desta modalidade no País, ela fez um forte desabafo contra a medida adotada pela entidade nacional.
“É saber que eu poderia estar sorrindo e representando meu esporte e não lutando por ser quem eu sou. Eu vou lutar até o final para que a história de pessoas trans não termine desse jeito. [Espero] que atletas no futuro falem que se inspiraram na Tifanny, e que se aposentou com dignidade e não expulsa das quadras”, concluiu.



